Renamo refuta acusações e diz que Forças de Defesa e
Segurança queimam casas de supostos apoiantes do partido.
Um novo ataque atribuído ao braço armado Renamo matou
uma mulher e feriu uma outra durante uma investida do grupo a uma coluna de
viaturas, de escolta obrigatória do exército no troço da estrada nacional
número sete, entre Catandica e Vanduzi, em Manica, centro de Moçambique.
A mulher foi atingida mortalmente na cabeça e uma
outra sofreu com os estilhaços de vidros de uma janela, quando foram disparados
tiros contra um autocarro da empresa Linhas Terrestres de Moçambique
(LTM), que seguia na escolta de viaturas naquele troço.
“Os homens armados da Renamo atacaram um transporte de
passageiros que seguia numa coluna de viaturas sexta-feira a tarde, no sentido
Catandica-Vanduzi. Deste ataque registamos um óbito e um ferido grave, além de
danos materiais na viatura”, denunciou Elsidia Filipe, porta-voz da PRM em
Manica, afiançando que durante a perseguição aos atacantes, foram desactivadas
duas bases, de onde foram recuperadas 95 munições de AKM.
A Polícia acusou ainda o mesmo grupo armado de ter
incendiado nove casas e uma viatura de uma autoridade tradicional em Muco, no
distrito de Mossurize, sul da Província de Manica, tendo uma criança de quatro
anos sofrido queimaduras durante o incidente.
Entretanto, a Renamo em Manica rebateu a acusação da
Polícia, insistindo que as Forças de Defesa e Segurança são responsáveis
pela destruição de várias residências, sob alegação dos moradores estarem a
proteger homens do braço armado da oposição.
“Agora 536 famílias estão ao relento em Mossurize,
porque as casas foram incendiadas pelas Forças de Defesa e Segurança”,
retorquiu Manuel Zindoga, delegado da Renamo na cidade de Chimoio, assegurando
que o maior mal vem das forças estatais.
A região centro de Moçambique tem sido palco de
confrontos entre o braço armado do principal partido de oposição e as FDS, além
de denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos da Renamo e
da Frelimo


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